Hematologista em Mogi das Cruzes – SP

O que acontece quando o corpo fica sem ferro?

O ferro é um mineral indispensável para o funcionamento do organismo. Ele participa da produção da hemoglobina, proteína presente nos glóbulos vermelhos responsável por transportar oxigênio para todos os tecidos do corpo.

Quando os estoques de ferro começam a diminuir, o organismo pode manter suas funções por um período utilizando suas reservas. Por isso, a deficiência de ferro costuma se desenvolver de forma lenta e, muitas vezes, os primeiros sinais passam despercebidos.

À medida que essa deficiência progride, a produção de hemoglobina pode ser comprometida, favorecendo o desenvolvimento da anemia ferropriva, a forma mais comum de anemia.

Quais são os sintomas da deficiência de ferro?

Nem toda deficiência de ferro provoca sintomas imediatamente. No entanto, conforme os níveis de ferro diminuem, podem surgir manifestações como:

  • fadiga persistente;
  • cansaço excessivo mesmo após repouso;
  • redução da capacidade para atividades físicas;
  • dificuldade de concentração;
  • sensação de fraqueza;
  • palpitações;
  • falta de ar aos esforços;
  • palidez da pele e das mucosas;
  • queda de cabelo;
  • unhas frágeis ou quebradiças.

A intensidade dos sintomas varia conforme o grau da deficiência e as características de cada paciente.

Por que a deficiência de ferro pode passar despercebida?

Diferentemente de algumas doenças que surgem de forma abrupta, a deficiência de ferro geralmente evolui lentamente.

Como o organismo se adapta à redução gradual dos estoques de ferro, muitas pessoas acabam atribuindo o cansaço, a falta de disposição ou a dificuldade de concentração ao estresse, à rotina intensa ou à falta de sono. Essa adaptação pode atrasar a investigação e o diagnóstico.

A deficiência de ferro nem sempre significa apenas falta de ferro na alimentação

Embora uma alimentação pobre em ferro possa contribuir para o problema, ela não é a única causa.

A deficiência de ferro também pode estar relacionada a:

  • perdas crônicas de sangue, como menstruação intensa ou sangramentos gastrointestinais;
  • aumento das necessidades de ferro durante a gestação;
  • redução da absorção intestinal do mineral;
  • doenças inflamatórias ou gastrointestinais;
  • outras condições que exigem investigação médica.

Por isso, identificar a causa da deficiência é uma etapa fundamental do tratamento.

O tratamento deve ser individualizado

O tratamento da deficiência de ferro vai muito além da reposição do mineral.

Antes de iniciar qualquer suplementação, é importante confirmar o diagnóstico por meio da avaliação clínica e de exames laboratoriais, além de investigar a causa da deficiência.

Em alguns casos, mudanças na alimentação e suplementação oral são suficientes. Em outros, pode ser necessária a reposição intravenosa de ferro ou o tratamento da condição que levou à deficiência.

A deficiência de ferro é uma condição comum, mas que merece atenção. Um diagnóstico precoce permite corrigir o problema de forma mais eficaz e evitar a progressão para quadros de anemia e suas complicações.

Dr. Gustavo

Formado em 2002 na faculdade de Mogi das Cruzes,UMC, fez residência em hematologia na UNICAMP. São 16 anos como hematologista e Membro da associação brasileira de hematologia e hemoterapia.

Endereço:

R. José Bonifácio, 256 – Centro – Mogi das Cruzes – SP​

Telefone de contato:

E-mail: